09/05/2016 às 17:18

Processos: ferramenta para driblar a crise

Manuel Correa, da Telhanorte, fala sobre os resultados que a gestão de processos traz aos negócios

Organizar os negócios e estabelecer processos pode gerar mais do que relatórios, pode trazer resultados na linha final. De olho nisso, a Telhanorte, varejista de material de construção do grupo Saint-Gobain, prestou mais atenção nos processos da companhia e reorganizou tudo. “Estamos eternamente insatisfeitos e sempre quando olhamos para qualquer elemento, a gente percebe que dá para melhorar”, afirma Manuel Correa, diretor geral da Saint-Gobain

O executivo tem presença confirmada no BR Week 2016 , o congresso de varejo mais completo do País.

Em quatro anos de trabalhos intensos, a varejista conseguiu colher resultados importantes, como a redução de 45% da rotatividade do pessoal e a queda pela metade das perdas de estoque. “Reavaliamos a todo o momento. Processos não nascem prontos”, afirma Correa.

Para ele, o primeiro passo para a gestão de processos é a formalização das empresas. “Existe esse esforço de formalização no Brasil. Em 10 anos, o setor teve uma queda de 16 pontos porcentuais no grau de informalidade – o que é um ponto essencial para a gestão de processos”, avalia o executivo.

Para ter resultados, a empresa criou um manual de atendimento, que ajudou a dobrar os índices de satisfação dos clientes da rede. “Tem coisas que já estão consolidadas, que é uma forma de pensar e dá resultados”, avalia.

Para estabelecer processos, a empresa utiliza o pensamento enxuto. “Fazemos o mapeamento do fluxo de valor: do atendimento ao cliente, a entrega de mercadorias, o fechamento contábil. Tem de identificar aqueles pontos críticos para definir os processos mais relevantes”, afirma. Acompanhar os processos e criar indicadores para medir os resultados é essencial, avalia: “sem isso, não é possível progredir”, diz.

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